André Augusto
Imagem da reunião realizada entre dirigentes da CGTB e CBDT em Ribeirão Preto

CGTB e CBDT se unificam para concentrar forças em defesa dos direitos

A Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e a Central do Brasil Democrática dos Trabalhadores (CBDT) se unificaram em defesa dos direitos dos trabalhadores durante reunião realizada em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na semana passada. A CBDT conta com mais de 120 sindicatos filiados nas áreas de movimentação de mercadorias, trabalhadores rurais, servidores públicos municipais, transportes, músicos e cabeleireiros, entre outras categorias.

O presidente da CBDT, Antonio Mauro, disse que foi firmada uma “unidade de assistência mútua, com uma entidade trabalhando em prol da outra visando defender os direitos dos trabalhadores. A CBDT e a CGTB tem o mesmo objetivo de crescer e, somando forças, vamos conseguir”.

Para o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), “essa unidade é da maior importância porque força atrai força e nesse momento precisamos ter uma Central forte e com uma visão bastante clara. Defender o nosso país, o nosso emprego e a nossa soberania. Essa é a nossa luta e a pedra de toque da CGTB. Nós estamos preocupados centralmente com isso. Temos a responsabilidade grande de unir o conjunto do movimento sindical para impedirmos que a crise entre no Brasil”.

De acordo com Bira, “está se deslumbrando o fechamento de várias empresas por conta dos juros altos e da política econômica que está sendo aplicada no país. A crise ainda não entrou no Brasil, mas do jeito que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, está conduzindo a economia, ela vai entrar. Ele está deixando o câmbio flutuante, o que possibilita a entrada de uma enxurrada de dólares no Brasil. Esses dólares entram a título de especulação financeira, agiotagem e para comprar as empresas nacionais a preço de banana, mandando depois grandes remessas de lucros para o exterior. E nisso as empresas vão demitindo”.

“Diante dessa situação, a CGTB está trabalhando para unir forças. Junto com os empresários as Centrais vão realizar manifestações no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Brasília para acabar com a guerra fiscal, redução das taxas de juros e centralização do câmbio para impedir que a sobrevalorização do real aumente as importações, o que quebra a indústria nacional. Nós não podemos ser um país de exportação de commodities. Temos que ser um país de exportação de produto de valor agregado, que desenvolva o Brasil e de emprego e salário para os nossos trabalhadores”, finalizou Bira.