Hora do Povo 28-06-2017

Centrais reforçam greve contra ‘reformas’: Vamos parar dia 30

Divulgação Manifestação em Brasília, na Greve Geral do dia 28 de abril

 

Metroviários, metalúrgicos, petroleiros e professores já aprovaram adesão à greve

As centrais sindicais se reuniram na sexta-feira, 23, e reforçaram a convocação para a Greve Geral do dia 30 de junho em repúdio aos ataques de Temer à Previdência e aos direitos trabalhistas.

Em nota unificada, CGTB, Nova Central, CSP-Conlutas, UGT, Força Sindical, CUT, CTB, Intersindical e CSB ressaltam que “a ação unitária das Centrais Sindicais tem resultado em uma grande mobilização em todos os cantos do país, como vimos nos dias 08 de março, 15 de março, na Greve Geral de 28 de abril e no Ocupa Brasília em 24 de maio. Como resultado do amplo debate com a sociedade e das mobilizações, conseguimos frear a tramitação da Reforma da Previdência e tivemos uma primeira vitória na Reforma trabalhista, com a reprovação na CAS (Comissão de Assuntos Sociais do Senado)”.

“Mas ainda não enterramos essas duas reformas, e por esse motivo, continuamos em luta. Nesse contexto, as Centrais Sindicais reunidas no dia de hoje conclamam todas as entidades de trabalhadores a construir o dia 30 de junho de 2017”, destaca a nota. As centrais aprovaram um calendário de mobilizações até sexta-feira, com atividades nos aeroportos, nas bases dos senadores e no Senado Federal.

Para o coordenador da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, que foi contundente em defender a manutenção da Greve Geral no dia 30, a decisão é muito importante, pois fortalece o processo de mobilização existente nas bases de várias categorias de todo o país, que aprovaram nas últimas semanas a Greve Geral no dia 30, como a Fenametro (Federação Nacional dos Metroviários), comitês populares e outras categorias que reivindicaram das centrais a manutenção do dia 30 como um dia de Greve Geral.

“A crise do governo é cada vez maior. Temer está prestes a ser denunciado e tivemos uma vitória no Senado, com a votação na CAS, que dá ainda mais ânimo e disposição aos trabalhadores. É nossa obrigação reafirmar a Greve Geral no dia 30, acabar com qualquer confusão no movimento, e aproveitar essa conjuntura favorável aos trabalhadores para derrotar Temer e suas reformas”, disse Mancha. “A UGT vai jogar pesado na mobilização, parando categorias”, reforçou o secretário-geral da entidade, Francisco Canindé Pegado.

Para Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), a situação econômica do país é grave, apesar do governo ficar maquiando uma recuperação. “Apenas do último trimestre do ano passado para o primeiro deste ano o país teve acréscimo de 1,1 milhão de desempregados, para um total recorde de 14 milhões. E nessa situação o governo quer ainda passar o trator, retirando direitos, impedindo o povo de se aposentar. Diante disso, é mais do que necessário, é urgente pararmos o país em greve geral no dia 30 contra essas medidas do governo”, declarou Bira. Os dirigentes sindicais também criticaram qualquer tentativa de negociação com o governo ou remendos nas reformas.

Além da Fenametro, e do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, que aprovaram a greve em assembleia no último dia 22, diversas outras confederações de trabalhadores também aprovaram a adesão à greve em plenária realizada na semana passada em Brasília. Categorias como metalúrgicos de São Paulo - desde a semana passada dezenas de assembleias estão sendo realizadas nas fábricas da capital e região - petroleiros e docentes do ensino superior também estão mobilizados para o dia 30.

“Conclamamos toda a categoria docente a fazer o máximo esforço para construir a greve geral do dia 30 e pressionar, a partir das bases, por meio da convocação de grandes plenárias de organização da greve geral, junto às demais categorias nos estados e municípios”.

“A conjuntura se acirra a cada dia, explicitando os esquemas de corrupção entre empresas, executivo, legislativo e, agora, envolvendo a justiça por meio de denúncias contra o ministro Gilmar Mendes, do STF. Um esquema de corrupção que tem por objetivo garantir a conclusão das contrarreformas em curso, para retirar ainda mais direitos dos/as trabalhadores/as”, ressalta nota do Andes (Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior).

“A base dos petroleiros da Revap e da Transpetro de Taubaté vão participar da nova Greve Geral, em 30 de junho. Esta foi a deliberação unânime dos grupos, cuja última assembleia ocorreu hoje (22)”, informou também a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).